Tecnologia

Parque Tecnológico Capital Digital 

Considerada uma cidade de vanguarda, que desempenha um papel estratégico no que se refere a investimentos em projetos inovadores e produção de conhecimento, a Capital Federal se prepara também para novas iniciativas econômicas no campo do desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação (CT&I).

Planejado para entrar em funcionamento até 2014, o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD) será o principal polo de desenvolvimento na área de CT&I do Distrito Federal, e vai viabilizar a instalação de diversas empresas deste setor, bem como de instituições de pesquisa e centros de informação e armazenamento de dados em um único local.

Elaborado pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (TERRACAP) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, o PTCD é considerado um projeto estratégico. Com sua implementação, o Governo do Distrito Federal pretende promover uma mudança na matriz de desenvolvimento econômico da região, além de fomentar a vocação econômica da Capital nos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

O Parque será instalado em uma área de 123 hectares (1.230.000m2) e tem o objetivo de prover infraestrutura tecnológica e serviços de qualidade para as empresas e centros de desenvolvimento científico. O espaço vai favorecer a interação entre os diversos atores que promovem a inovação tecnológica, o conhecimento e a pesquisa no segmento de CT&I.

Parque Tecnológico Cidade Digital dobrará o faturamento em TI 

O Parque Tecnológico Capital Digital, já conhecido como Cidade Digital, pretende ser um polo científico e um ambiente propício à produção de soluções tecnológicas competitivas. Além de impulsionar o desenvolvimento econômico em setores estratégicos, o Parque terá capacidade para gerar cerca de 80 mil novos empregos diretos e indiretos. A estimativa inicial é de que o faturamento do setor na região do DF salte dos R$3 bilhões atuais para R$5 bilhões.

A área também será destinada à instalação de escolas técnicas de níveis médio e superior, e há a previsão de que seja implementada uma “incumbadora” de empresas inovadoras, que será administrada pelas Universidades de Brasília(UnB) e Católica de Brasília (UCB). Estas instituições vão formar mão de obra qualificada para atender à demanda das empresas. Cerca de 15 mil profissionais entre doutores, mestres, especialistas e técnicos devem ser empregados no Parque até 2014.

O PTCD também pretende promover a inserção da Capital do País no cenário internacional do desenvolvimento tecnológico. Para se ter uma ideia do crescimento deste setor, apenas em 2011, o volume de negócios em TIC movimentou mais de U$1,7 trilhões de dólares ao redor do mundo, com destaque para países como China, Índia, Japão Alemanha, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Nesse contexto, a boa notícia é que o Brasil já é a sexta economia mundial no setor de TIC, com crescimento médio superior a 13,8% ao ano. Tal conjuntura evidencia a competitividade brasileira e do Distrito Federal na atração de investimentos e de empresas de TIC. A intenção é transformar a indústria de Tecnologia da Informação e Comunicação local em uma das mais evoluídas e competitivas do mundo. Por meio de incentivos fiscais, espera-se atrair também empresas de relevância internacional.

O empreendimento é de caráter privado, com foco no mercado globalizado, e conta com o suporte do poder público. A iniciativa está integrada a diversas políticas e estratégias de desenvolvimento urbano, regional e ambiental.

Em seu processo de estruturação, o Parque pretende oferecer facilidade de acesso ao conhecimento, aos ganhos de escala e à competitividade, decorrentes da especialização e diversificação vinculadas ao desenvolvimento do setor de TIC.

Formação de capital humano

O Parque Tecnológico Capital Digital tem potencial para instalação de 1.200 empresas e geração de 25.000 empregos diretos. O GDF, a iniciativa privada, academia e sociedade civil já estão se articulando com o objetivo de promover a formação do capital humano e da mão de obra qualificada nos setores de TIC que atenderão à demanda do Parque.

Brasília já apresenta o maior índice de mestres e doutores por habitante, o que reflete o potencial da cidade na geração de conhecimento. Além dessa estratégia, o Governo do Distrito Federal, com o apoio de diversas instituições de excelência na área de ensino, pesquisa e extensão existentes na região, pretende iniciar em 2013 a implantação da Escola Superior de Software, instituição que vai atuar na formação e qualificação segmentada dos principais setores de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Números de TI no Brasil e no DF 

Hoje, o Brasil conta com cerca de 70 mil empresas de TIC que geram mais de 1,2 milhões de postos de trabalho. O setor apresentou um crescimento no País de 5% em 2011 e 3,8% em 2010 (acima da alta do PIB nacional e à frente de outras atividades, como construção civil, indústria da transformação e comércio), e gerou um volume de negócios superior a US$ 96 bilhões em 2011. A expectativa é de que, nos próximos dez anos, o mercado nacional de TIC alcance a marca de U$220 bilhões de dólares, o que pode corresponder a 6,5% do PIB.

Acompanhando esta tendência, o Distrito Federal já é o terceiro maior mercado de TI do Brasil. Atualmente, abriga 700 empresas que oferecem 30.300 postos de trabalho. O volume de negócios do setor representa 3,5% do PIB local, e com a instalação do PTCD, a perspectiva é de que haja um crescimento superior a 7% neste índice.

Além disso, a posição geográfica estratégica do DF facilita o acesso das empresas aos principais mercados e aos maiores centros e canais de distribuição de produtos e serviços desenvolvidos em escala nacional.

Localizado a aproximadamente 1.000km de distância dos principais portos brasileiros, o Distrito Federal apresenta ampla competitividade em termos de logística, graças a uma malha de voos nacionais e internacionais, que ligam a Capital Brasileira aos principais mercados e cidades do mundo. Além disso, Brasília conta com uma rede de transportes terrestres estruturada e composta por milhares de quilômetros de rodovias e ferrovias que interligam a Capital aos demais estados da Federação.

Modelo de negócio do PTCD 

O modelo econômico do PTCD tem como premissa a realização de uma Parceria Público Privada (PPP) que se dará a partir da seleção de um grupo de investidores , responsável pelos aportes necessários para a construção e o desenvolvimento de toda a infraestrutura de engenharia e tecnologia a ser disponibilizada às empresas que estarão instaladas no Parque.

A implantação da PPP se dará pela constituição de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), que contempla um modelo de gestão de caráter privado, voltado para o acompanhamento das metas e dos resultados do Parque Tecnológico.

Como mercados estratégicos, o Parque Tecnológico Capital Digital tem o foco em três segmentos: empresas de grande porte e startups (lançamentos) do setor de TIC; fundos de capital de risco e universidades e centros de pesquisa.

A SPE vai prover serviços como gerência de redes e sistemas, hospedagem de sites e conteúdos, rede de comunicação de dados, aluguel de salas e laboratórios, além de serviços alternativos como alimentação, rede bancária, lojas comerciais, centro de convenções e hotelaria.

O Parque Tecnológico conta com toda a infraestrutura de engenharia necessária para o seu funcionamento. Já estão concluídas as obras de pavimentação, drenagem, sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos e fornecimento de energia, que somadas representam um investimento superior a US$ 30 milhões.

Também já existem empreendimentos em fase de conclusão, como o mais moderno Data Center da América Latina, construído pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com recursos da ordem de US$ 500 milhões. A inauguração do Data Center deve acontecer até o fim de 2012.