Mais de R$ 3,1 bilhões investidos em empreendedorismo no Centro-Oeste

O apoio ao pequeno e médio empreendedor no Centro-Oeste do país recebeu mais de R$ 3,1 bilhões em investimentos, apenas de janeiro a outubro deste ano. O aporte financeiro destinado a setores diversos da economia impulsionam a geração de emprego e renda no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os recursos são do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), administrado pelo Ministério da Integração Nacional. Somado às operações de crédito contratadas pelo Fundo de Desenvolvimento (FDCO) – que contempla grandes investidores – o volume de financiamentos em 2016 é superior a R$ 4,4 bilhões. De 2012 a 2015, os Fundos Regionais disponibilizaram R$ 23,5 bilhões para a região.
Por meio do FCO, neste ano, já foram destinados R$ 1,2 bilhão ao estado de Goiás, R$ 1,1 bilhão para o Mato Grosso, R$ 631,6 milhões ao Mato Grosso do Sul e R$ 180,8 milhões para o Distrito Federal. Os valores contemplam os setores rural, industrial, de turismo, comércio e serviços. O agronegócio recebeu cerca de 90% dos recursos do Fundo Constitucional até outubro deste ano, o equivalente a R$ 2,7 bilhões. Os financiamentos beneficiam desde o pequeno produtor rural, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a associações, cooperativas de produção e investidores de médio porte.
O produtor Vilberto Vanazzi deixou o Paraná e mudou-se para Luziânia, em Goiás, onde tem a Fazenda Buritis. Com créditos do FCO, passou de 120 a 2.300 hectares plantados, apenas cinco anos após a primeira lavoura. Hoje, somente nos 80 hectares destinados ao plantio de tomate, a produção deverá chegar a quase 10 mil toneladas. “Aproveitamos a oportunidade para crescer. Imagine ter acesso a um empréstimo e só depois de dois anos começar a pagar, com juros muito abaixo do valor de mercado? É um fôlego e tanto para os produtores”, afirma.
Depois do primeiro financiamento, quando conseguiu recursos para a aquisição de um caminhão, Vilberto recorreu mais cinco vezes ao Fundo Constitucional. As duas últimas concessões de crédito, com valor quatro vezes maior em relação à primeira operação, garantiram infraestrutura adequada para armazenamento de grãos, como soja e milho, e a instalação de um pivô central para irrigação. Já são aproximadamente 400 hectares irrigados na fazenda. “Com o retorno desses investimentos, tenho conseguido pagar todas as parcelas em dia. Na verdade, estou pagando até antecipado para ganhar desconto”, comenta o produtor.
Do plantio à mesa
A rede de restaurantes Frango no Pote, com 13 unidades e mais quatro em construção no Distrito Federal, é outro exemplo consolidado de como os recursos do Fundo Constitucional podem impulsionar o empreendedorismo. “Quando decidi montar o negócio, em meados de 2012, jamais imaginei que pudesse se transformar numa franquia, hoje em plena expansão. Investi um pequeno recurso próprio, mas a franquia só se concretizou depois dos investimentos do FCO”, garante Carlos Nepomuceno, proprietário da rede.
O primeiro financiamento foi contratado em 2013 para abrir o restaurante instalado num shopping em Taguatinga (DF). Desde então o empresário recorreu mais duas vezes ao Fundo para expandir suas atividades e, por consequência, a capacidade de gerar empregos. “Hoje tenho a felicidade de saber que isto aqui garante a renda de 300 famílias”, reforça o empresário, prestes a receber mais um crédito que vai garantir a aquisição de maquinário para uma nova loja.
Alcioni Peruzzo, sócio proprietário dos restaurantes Fausto & Manoel, em Brasília, compartilha da mesma opinião. “É uma iniciativa muito boa, pois possibilita ao empresariado condições de expansão, oportunidade de gerar empregos e também mais arrecadação para o governo”, pontua. Da primeira unidade inaugurada num pequeno espaço e com apenas nove funcionários, em 2005, são mais de dez anos dedicados à atividade. Atualmente, os três restaurantes estrategicamente localizados na capital federal são referência na cidade e contam com um efetivo de 140 profissionais.
“Com recursos próprios a gente não conseguiria fazer isso”, garante Alcioni, ao destacar também como vantagem as taxas de juros mais baixas e o período para pagamento, que pode chegar a 20 anos, com até cinco anos de carência. “Conseguimos montar mais uma unidade, formamos nosso fluxo de caixa e, hoje, com o lucro da empresa é possível cobrir tranquilamente o valor da parcela. São condições muito favoráveis”, reforça.
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