Museu do SLU expõe peças achadas no lixo e resgata memória do brasiliense

São aparelhos telefônicos, máquinas de escrever, câmeras fotográficas, celulares e cédulas de cruzeiro. O material exposto no local, que recebe 400 pessoas por mês, ajuda a relembrar a história

O Museu do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) recebe cerca de 400 pessoas por mês. Peças antigas achadas no lixo são expostas no local e algumas delas transformadas em obras de arte por artistas brasilienses. O conjunto de achados formou um arsenal de antiguidades, onde crianças se impressionam com a variedade de peças e adultos relembram tempos passados.

Aparelhos telefônicos, máquinas de escrever, câmeras fotográficas, celulares e cédulas de cruzeiro ajudam a relembrar a história. Além disso, o museu mantém bonecas, esculturas, uniformes do SLU, equipamentos de trabalho e uma variedade de peças que resgatam a memória dos freqüentadores do local.

O museu inaugurado em 1996 foi idealizado por Cícero Carlos Gomes, chefe de operação da Usina de Compostagem e Triagem do SLU. Gomes, que trabalha há 26 anos no órgão, explica que a ideia surgiu com o propósito de reutilizar objetos que estavam sendo descartados, mas ainda em bom estado. Gomes também disse que sempre se preocupou com o meio-ambiente e que tratar o lixo da forma correta influencia na qualidade de vida de toda a população.

Cuidados

Segundo Gomes, boa parte da visitação é feita por alunos de escolas e faculdades. “Quando os estudantes chegam, enfatizamos a importância dos cuidados com a natureza, como não jogar lixos em locais inadequados e promover a reciclagem”, afirma.

Neste ano, o museu se tornou parceiro da equipe multidisciplinar da Diretoria de Gestão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Secretaria de Cultura do DF (Digephac). A ação visa melhorar e ampliar o espaço do museu. “A ajuda de profissionais especializados vai proporcionar mais qualidade ao nosso trabalho. Fazemos a separação dos objetos, mas a equipe deles fará a seleção com mais critério”, destaca.

De acordo com a Digephac, a missão do órgão é auxiliar na organização de itens por seções. Gomes acredita que com o apoio da diretoria, o espaço será fortalecido e ganhará mais atenção dos brasilienses. Para o próximo ano, o idealizador do museu garante que ampliará o projeto para a Usina de Compostagem e Triagem da Asa Sul. A ideia é fazer um museu com a estrutura física formada por garrafas pet. “O espaço tem uma extensa área verde. O intuito é que as pessoas cheguem ao museu por uma trilha”, diz.

ServiçoMuseu do SLU

Horário de visitas: das 8h às 17 h de segunda à sexta-feira

As visitações devem ser agendadas com antecedência por meio da Diretoria de Operações do SLU. Telefone: (61) 3213-0156

Débora Teixeira – Agência Brasília