Demografia

População do DF cresce uma vez mais do que a brasileira 

Ao todo, pouco mais de 12 mil pessoas viviam nas terras do estado de Goiás (Planaltina, Brazlândia e fazendas vizinhas) que deram origem à nova capital. Esse é o número de habitantes que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calculou no Censo Experimental realizado em 1957. Mais de 50 anos depois, os primeiros resultados do último Censo, em 2011, apontam que aproximadamente 2,6 milhões de pessoas vivem no Distrito Federal.

Em 10 anos, o DF teve um crescimento populacional de 24,9%, acima do aumento de 12,3% registrado pela população brasileira. Isso fez com que a Região Centro- Oeste aumentasse o percentual entre os 190.732.694 brasileiros de 6,9% para 7,4%.

O Distrito Federal é um local peculiar e diferente por ser uma unidade da Federação dividida em regiões administrativas e não em municípios, como nos demais estados. Os dados do IBGE não levam em conta essa divisão. Dessa forma, a população de Brasília corresponde à soma dos moradores da primeira região administrativa (Brasília, que não ultrapassa 200 mil) aos habitantes das demais 30 regiões (Samambaia, Ceilândia, Águas Claras, Taguatinga, Santa Maria, entre outras).

Se o DF fosse um município, ele seria o quarto maior do país, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Nos últimos 10 anos, a capital federal subiu duas posições nesse ranking, ultrapassando Belo Horizonte e Fortaleza.

Em temos de gênero, o DF está praticamente dividido, com leve predominância feminina: são 1.341.280 mulheres (52,2%) e 1.228.880 homens (47,8%). A situação é bem diferente da de 1997, quando os habitantes do sexo feminino eram superiores em seis pontos percentuais aos do sexo masculino. O aumento relativo da população masculina deu-se no quinquênio 1997- 2002, quando alcançou 20,6%, enquanto que a feminina registrou 18,3% de acréscimo no mesmo período.

Desde a inauguração, a população do Distrito Federal é essencialmente urbana. No último Censo, ela se manteve constante: 96,6% das pessoas vivem nas cidades, enquanto 87.950 moram na zona rural. O índice é maior do que a média nacional (84% dos brasileiros vivem em áreas urbanas).

Quanto à distribuição de faixa etária, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 revelam redução no número de nascimentos e acréscimo no percentual da população idosa. O número de crianças reduziu-se para 11,4% entre 2002 e 2007 (era 13,7% de 1997 a 2002). Por sua vez, a população dos acima de 60 anos passou de 4,8% (1997- 2007) para 7,2% (2002-2007), aumento de 94,3%. Na pesquisa de 2009, os idosos representavam 7,8%.

Em relação à raça, a população do DF não difere das características dos brasileiros de forma geral, com leve predominância da cor parda/negra. Em 2007, 49,5% dos habitantes declararam ser pardos, e 41,6%, brancos. Os que se autodeclararam negros são 7,4% (aumento de 32,4% em relação aos de 2007, provavelmente pela conscientização da origem étnica).

Devido à forte migração de mão de obra para a construção da capital do país, Brasília é a unidade da Federação maior número de forasteiros. Foram cerca de 60 mil candangos (nome dado aos trabalhadores que vieram de toda parte, principalmente do Nordeste, de Goiás e de Minas, ao centro do país para construir a nova cidade). No primeiro Censo nacional que incluiu Brasília, em 1970, os nascidos na capital eram 22,2% da população. O índice foi aumentando gradativamente: 31,9% em 1980; 41,5% em 1991; e 46,8% em 2000. Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em 2008, 48,9% da população era formada por nativos. Com mais de 50 anos, estima-se que Brasília tenha pelo menos metade da população nascida em solo brasiliense.

Mesmo sendo a capital do país e sede de embaixadas, a participação dos estrangeiros na população do Distrito Federal é pequena, chegando a apenas 0,3%.