Economia

DF é a sétima economia do país 

Em 2009, o PIB do DF atinge R$ 131,5 bilhões. O que faz do Distrito Federal a sétima economia no ranking nacional. No Brasil, o PIB do DF representou em 2009, 4,0% do total de riquezas produzidas no país. Neste dado momento, o Distrito Federal preservou as características peculiares da região: renda elevada da população; alto nível de formalização do trabalho (trabalhadores com carteira assinada); pouca expressividade dos setores agropecuário e industrial e a forte presença da administração pública e serviços.

A conjuntura perigosa da economia mundial no fim de 2008 não comprometeu o ciclo de crescimento do Distrito Federal. O Produto Interno Bruto (PIB), beneficiando-se dos incrementos de renda, emprego e crédito, cresceu 3,8% de 2007 para 2008, segundo dados da Companhia de PlanejamentodoDistritoFederal(Codeplan) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O PIB do DF chegou à marca de R$ 117,6 bilhões. O indicador calcula toda a renda produzida na região em bens e serviços finais durante o período. O PIB per capita do DF é o mais alto entre as unidades da Federação. Com uma população de 2,6 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. A renda per capita do DF atingiu R$ 50.438,00 em 2009, mantendo a primeira posição entre as unidades da federação, quase o triplo da do Brasil R$ 16.917,00, e superior aos R$ 26.202,00 de São Paulo, o segundo na lista.

De 2004 a 2008, o PIB do DF acumulou crescimento de 27,9%, com média anual de 5%. Entre 2005 e 2007, o crescimento foi sempre superior ao período anterior: 5,2%; 5,4% e 5,9%. Em 2008, houve um recuo de 3,8% graças à crise, que, apesar de não ter provocado muitos estragos, criou desconfiança no consumidor, fazendo com que o segmento do comércio tivesse uma variação positiva de 2,4% (em 2007, o aumento com relação ao ano anterior foi de 10,9%). Com base em indicadores não consolidados, a Codeplan estima que o PIB de 2009 cresceu 1,9% (enquanto o Brasil teve queda de 0,6%). No ano passado, a soma de tudo o que foi produzido no DF chegou a R$ 140,9 bilhões.

Os números mantêm o DF como a oitava economia no ranking nacional. No Brasil, o PIB do DF representou, em 2008, 3,9% do total das riquezas produzidas no país (um aumento de 0,01%). Na Região Centro-Oeste, a participação do DF foi de 42,1%. Das 27 unidades da Federação, 14 tiveram um crescimento maior que o nacional (5,2%), incluindo os três estados do Centro-Oeste, o que resultou na expansão de 6% para a região.

A administração pública (com 40% dos empregos formais em 2008) continua tendo o maio peso na economia local, com 53,6% de toda a riqueza produzida no DF. O resultado do PIB sem grandes oscilações, mesmo em meio à crise econômica, deve-se muito à estabilidade do segmento e aos altos salários dos servidores, responsáveis pelo giro de renda no período, embora de maneira mais discreta do que nos anos anteriores.

Terciário 

O melhor desempenho do DF está relacionado, segundo economistas do IBGE, ao comportamento do setor de serviços. Esse é o segmento que ainda predomina na estrutura produtiva brasiliense, sendo responsável por 93,3% da renda produzida em 2008 (um crescimento de 3,7% em relação a 2007). No setor de serviços, das 11 atividades, 10 registraram variações positivas em comparação com o ano anterior, com destaque para a de serviços de intermediação financeira, seguros e previdência complementar (11,1%). As operações de crédito contribuíram com 32% na composição do índice geral do valor adicionado. Outras atividades do segmento que registraram aumento foram: serviços de informação (7%), serviços domésticos (5,5%), transportes, armazenagem e correio (4,8%), serviços prestados às empresas (4,5%) e serviços de alojamento e alimentação (3,6%).

A participação do comércio na estrutura da economia subiu de 6,6% em 2007 para 7,5% em 2008. O aumento da demandadomésticainfluenciouavariaçãodospreços, compondo o valor adicional de R$ 7,7 bilhões a preços correntes. Mesmo assim, a taxa de crescimento de 2,4% foi menor do que as taxas verificadas nos quatro anos anteriores devido à crise de confiança do consumidor no quarto trimestre de 2008.

No período, Brasília ocupou o quarto lugar entre os municípios brasileiros com maior potencial de consumo. Com esse perfil, empresas de fora do DF e empreendedores locais passam a se estabelecer no local, principalmente nos setores da construção civil, serviços e comércio.

Agropecuária 

Agricultura e pecuária respondem apenas por 0,4% do PIB do DF, devido, em grande medida, à reduzida dimensão da área rural da unidade da Federação e da proximidade de terras mais adequadas à exploraçãoagropecuária. Noperíodo analisado, a lavoura temporária teve fraco desempenho e houve redução na criação de aves e bovinos. Ambas fizeram com que o volume da agropecuária caísse 15,3% quando se compara 2007 a 2008.

Indústria 

Entre os setores que mais contribuíram para o aumento do PIB, a indústria ocupa o primeiro lugar. Apesar de ainda ser considerada tímida, apresentou crescimento de 3,9% e em 2008 respondeu por 6,3% da economia local. O resultado deve-se à expansão na indústria extrativa mineral (35,3%), na indústria de transformação (9,7%), na construção civil (2,1%) e na produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana (2%). A indústria de transformação, com destaque para os ramos de alimentos e bebidas, cimento e indústria gráfica, aumentou a participação na estrutura produtiva de 1,5% em 2007 para 1,9% em 2008. Focado principalmente na produção de bens de consumo não duráveis e semiduráveis, o setor industrial tem como principal cliente o governo. Ao criar novos setores habitacionais e executar obras de infraestrutura, o GDF incentivou a geração de empregos e a movimentação econômica na construção civil, que aumentou 2,1%, de 2007 para 2008.

Dados mais recentes da Federação das Indústrias do DF (Fibra) apontam um crescimento de 31,82% no faturamento da atividade industrial brasiliense em 2010. As áreas de fabricação de metal (30,86%), alimentação (21,26%) e móveis (21,01%) foram as que mais expandiram as atividades, embora todas as que compõem o cenário industrial candango tenham faturado mais em 2010 do que no ano anterior.

A comparação também aponta incremento de 4,52% no número de pessoas empregadas nas indústrias, com destaque para o segmento de fabricação de produtos de metal (4,51%). O nível de utilização da capacidade instalada (UCI) aumentou 3,37 pontos percentuais, chegando a 68,28% no acumulado do ano. Edição e impressão (3,95%) e madeira e mobiliário (8,33%) foram os setores que mais intensificaram o ritmo de produção em comparação a 2009.