Satisfação

DF tem o melhor índice de qualidade de vida 

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizada em 2005 e comentada até hoje, indicou Brasília como a cidade brasileira com maior qualidade de vida entre nove regiões metropolitanas. O levantamento considerou aspectos como renda, alimentação, serviços públicos, além de problemas como poluição e violência. Ainda que os desafios de metrópole se tornem cada vez mais latentes, os moradores da cidade sabem que Brasília ainda é um lugar privilegiado.

Além da alta qualidade de vida, o Distrito Federal sustenta o melhor Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH) do país: 0,874.

O IDH é calculado com base em dados econômicos e sociais como educação (anos médios de estudos), expectativa de vida e Produto Interno Bruto (PIB) per capita e tem o objetivo de medir o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. O índice varia entre zero e um, e quanto mais perto de um mais desenvolvido é o país ou a região analisada. O relatório anual elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), serve de comparação entre países, estados e regiões.

A baixa umidade do cerrado transforma o pôr do sol em um espetáculo – Foto: Kazuo Okubo

RAs 

Os números mostram que o Distrito Federal está numa situação bastante privilegiada em relação às demais unidades federativas. A Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) colocou em um ranking as regiões do DF existentes em 2000 para comparar o IDH das RAs como se fossem países. Na época da pesquisa, em 2003, se o Lago Sul fosse um país independente, seria o melhor de qualidade de vida no mundo, com índice de 0,945 (à época desbancaria a Noruega do posto de primeiro lugar). Mesmo a região administrativa com o pior IDH do DF na época, Brazlândia (0,761), ocuparia, como país independente, a 90ª posição no ranking, à frente do Brasil (0,757), no 93º lugar.

Embora existam diferenças entre as 31regiõesadministrativas, osindicadores socioeconômicos assemelham-se aos de países de primeiro mundo, com desenvolvimento humano elevado ou médio, principalmente no que diz respeito à infraestrutura oferecida aos cidadãos.

Segundo informações do IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 – 98,9% dos domicílios urbanos do DF têm o lixo coletado, 99,3% são abastecidos com água e 87% têm ligação direta com a rede geral de esgoto. A cobertura de energia elétrica é realidade para 100% dos domicílios.

Mais e melhor

Com relação à mortalidade infantil, o DF tem o quarto menor índice (15,8%), atrás do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Santa Catarina segundo dados do IBGE. O Brasil, embora apresente número maior do que o do DF, conseguiu importantes reduções no período entre 1980 (69,1%) e 2009 (22,47%).

Quem nasce na capital do país tem chance de viver mais do que pessoas nascidas em outros estados. Ainda de acordo com o IBGE, no Distrito Federal as pessoas chegaram em 2009, em média, aos 75,79 anos. Com o resultado, o DF mantém-se pelo 10º ano consecutivo na liderança do ranking das unidades da Federação onde as pessoas vivem mais. A média nacional é de 73,17 anos.

Escolaridade

O Distrito Federal tem escolaridade, calculada pela média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais, superior à do Centro-Oeste e à média nacional. Na capital do país, a média foi de 8,2 anos em 2001 e de 9,6 anos em 2009. Na região, 6,5 anos (2001) e 7,9 anos (2009), e, no Brasil, 6,4 anos e 7,5 anos nesses mesmos anos.

Educação 

O DF é a única unidade da Federação em que mais da metade da população passa, pelo menos, 10 anos da vida estudando. Mais de um milhão de pessoas (51,35% da população acima de 10 anos de idade) dedica, pelo menos, uma década às salas de aula, entre elas 304 mil (14,24%) estudaram por mais de 15 anos.

Os que possuem o ensino médio, 11 anos de estudo, correspondem a 25% da população, enquanto o nível superior completo, ou seja, 15 anos de estudo, chega a quase 15%. De cada três brasilienses, um está estudando, seja em escola particular seja em escola pública.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pnad/IBGE de 2009, o percentual de analfabetos com 15 anos ou mais no DF caiu de 4,2% para 3,4% entre os anos de 2004e2009, asegundamenortaxadopaís.

O Amapá, com 2,8%, tem o menor índice. No Brasil, a taxa foi de 11,5% para 9,7%. De acordo com relatório do movimento Todos pela Educação, divulgado em dezembro de 2010, o DF é a unidade da Federação com maior investimento público por aluno da educação básica ao ano: mais de R$ 4,8 mil.

O DF também possui o melhor percentual de estudantes adolescentes, entre 15 e 17 anos, na escola: 91,7%. A taxa nacional é de 85,2%. Estima-se que o Brasil tem, aproximadamente, 3 milhões de jovens, entre 4 e 17 anos, fora da escola.

O resultado dos investimentos na área educacional pode ser conferido nas avaliações que medem os conhecimentos dos estudantes. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), aplicado em 2009, os alunos do DF tiveram a melhor média entre 20 mil estudantes de todo o país. As provas são aplicadas pela Organização para a Cooperação e DesenvolvimentoEconômico(OCDE), entidade internacional que reúne 33 países com alto índice de IDH, e têm como objetivo avaliar o conhecimento dos estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências.

No DF, a média, considerando as três disciplinas, foi de 439 pontos – 38 acima da nacional, de 401 pontos. Com o resultado, a capital manteve a liderança, pois no exame anterior também alcançou a melhor posição.

Escolas do DF têm o melhor desempenho do país no Enem 

O resultado mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostra que as escolas particulares estão entre as melhores do Distrito Federal. No total, 14 escolas do DF tiveram nota para avaliação no grupo 1, e as privadas estão entre as dez instituições mais bem avaliadas. As públicas ocupam as três últimas posições. No grupo 2, apenas duas escolas do governo estão entre as dez mais bem colocadas. Na relação das dez escolas com melhor desempenho no grupo 2, as públicas ocupam a sétima e a nona colocações.

A edição de 2010, cujo resultado foi divulgado no fim de 2011, teve mais de 3 milhões de inscritos – cerca de 800 mil a mais que na edição anterior. Entre os participantes, 34% declararam estar concluindo o ensino médio e 54,5% informaram serem egressos deste. O número de escolas participantes aumentou de 25.484 em 2009 para 26.099 em 2010.

Desde 1998, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) avalia o desempenho dos estudantes do ensino médio do país por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A participação na prova é voluntária e destina-se aos alunos que estão concluindo ou que já concluíram essa fase dos estudos em anos anteriores. O exame inclui uma redação e provas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suastecnologiasematemáticasesuastecnologias.

Para o Inep, a divulgação das médias do Enem por escola tem se revelado importante elemento de mobilização em favor da melhoria da qualidade do ensino, auxiliando professores, diretores e demais dirigentes educacionais na reflexão crítica sobre o processo educacional desenvolvido no âmbito da escola.

O Centro de Ensino Médio Setor Leste é exemplo para a rede pública 

Na escola pública com melhor desempenho no Enem, os 1,5 mil alunos possuem um espaço amplo para estudar, além de terem acesso a academia de ginástica, ginásio, laboratórios, horta, auditório, sala de dança, piscina aquecida e quadras de esporte. Outras atividades extracurriculares, como música, teatro, aulas de circo, ginástica olímpica e natação, também são oferecidas, além das aulas regulares de inglês, francês e espanhol.

Centro de Ensino Médio Setor Leste – entrada única – SGAS 611/612 – Área Especial (Avenida L2 Sul) – Asa Sul, Brasília-DF. Telefone: (61) 3245-2970.

UnB: expansão para Planaltina, Ceilândia e Gama

Em 1962, dois anos após a criação da nova capital do país, foi inaugurada a Universidade de Brasília (UnB). No início de sua história, a instituição contou com a atuação de importantes personalidades, como o antropólogo Darcy Ribeiro, o arquiteto Oscar Niemeyer e o educador Anísio Teixeira. Juntos, eles ajudaram a definir a arquitetura, a base institucional e o modelo pedagógico da universidade, que está entre as 11 melhores instituições de ensino do país.

Com o crescimento da população do DF e a forte demanda por ensino exercida pelo Entorno e por candidatos de todo o país, as cerca de 40 mil vagas oferecidas pela UnB a cada vestibular passaram a ser insuficientes.

Para minimizar a concentração de alunos no principal campus, na Asa Norte, e expandir o acesso ao ensino superior, uma das universidades mais respeitadas do país criou outros três campi, com cursos específicos para o desenvolvimento regional.

A unidade de Planaltina, uma das principais zonas agropecuárias do DF, foi inaugurada em 2006 e oferece cursos voltados ao agronegócio. Em Ceilândia, há opções nas áreas de saúde. E no polo do Gama concentram-se os cursos de engenharia de energia, automotiva e eletrônica. Faculdades particulares, como o Instituto de Ensino de Brasília (Iesb) e a Euro-Americana (UniEuro), também se expandiram nos últimos anos e se instalaram em diferentes regiões administrativas.

Número de faculdades cresce 335% 

A carência na estrutura educacional e o alto poder aquisitivo da população do Distrito Federal chamaram a atenção de investidores, que fizeram proliferar o número de faculdades privadas nas cidades do DF. Das 64 instituições de ensino superior registradas em 2010, 61 eram particulares, número mais de quatro vezes maior do que o registrado em 1997, quando existiam apenas 14. O crescimento chega a 335%. No Brasil, esse número quase triplicou, passando de novecentas instituições para 2,3 mil no mesmo período. Os dados são do Censo da Educação Superior, divulgados em 2012 pelo Inep.

O levantamento também mostra que em 2010 a oferta de cursos de graduação no DF foi quase sete vezes maior do que em 1997, passando de 94 para 655, um avanço maior do que a média nacional. Em 13 anos, as opções de cursos no país subiram de 6.123 para 28.577.

Os cursos mais procurados são direito e administração, principalmente pela forte cultura dos concursos públicos na capital. A concorrência na área de consultor legislativo, uma das mais demandadas pelos graduados em direito, pode chegar a mil candidatos por vaga em algumas seleções.

Graduação a distância 

O mercado de cursos a distância não para de crescer. Com a popularização do acesso à internet, as oportunidadesdeaprendervirtualmentetambém aumentaram. As mais diversas opções costumam proporcionar aos estudantes taxas mais em conta e a possibilidade de estudar sem precisar sair de casa. Segundo dados do Inep, em 2010, 139 instituições públicas de ensino ofereciam mais de novecentos cursos a distância no Brasil, um número 19 vezes maior se comparado com dez anos antes, quando existiam apenas sete instituições dessa modalidade. O Centro-Oeste possui 13 opções, sendo três no DF. São elas: a UnB, a Universidade Católica de Brasília (UnB) e a Faculdade Aiec.