Ceilândia

Ceilândia é reduto da nova classe média

Ceilândia é a localidade do Distrito Federal com a maior densidade urbana. Criada há quarenta anos para resolver problemas de distribuição populacional, a Região Administrativa possui atualmente quase 600 mil habitantes. Os números, de 2010, são da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PNAD) da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

A taxa de crescimento demográfico entre 2004 e 2010 é de 3,1%, maior que a do DF (2,3%), devido, em grande parte, ao surgimento dos condomínios, ainda irregulares, Sol Nascente e Pôr do Sol. A cidade comporta 13.689 habitantes por km² (o Distrito Federal comporta 9.701/ km²).

Mais da metade da população é natural do próprio Distrito Federal e mora na Ceilândia há 15 anos ou mais. Dos que vieram de outros estados brasileiros, a maioria é do Piauí (7,2%), 6,9% são de Minas Gerais e 6,1%, de Goiás.

Pesquisa da Codeplan revela que nos últimos anos a Região Administrativa registrou ganhos na área social. Houve uma duplicação da proporção de moradores com nível superior, um aumento no número de acesso a computador e melhorias na condição dos 106.071 domicílios. A totalidade possui abastecimento de água, 80% estão ligados aos serviços de esgoto e 82,4% têm coleta de lixo.

A renda domiciliar média da população é da ordem de R$ 2.407, e a renda per capita é de R$ 604. Ceilândia possui dinamismo próprio e oferece um terço dos postos de trabalho aos seus moradores.

Mesmo não estando entre as maiores rendas per capita do DF, a cidade é lugar de oportunidades para quem quer investir e empreender, sendo hoje reduto da classe C. Não por acaso, grandes empresas, como a Rede Extra de Supermercados (Grupo Pão de Açúcar), instalaram-se na cidade. Sete feiras permanentes, entre elas a criada para atender os vendedores ambulantes, também marcam presença. A Feira Central, a mais tradicional, conta com 460 boxes.

Ceilândia tem o maior número de comerciários do DF, totalizando 100 mil. Segundo a Associação Comercial de Ceilândia (Acic), lojas, escritórios de advocacia, cabeleireiros e cartórios representam a maior parte da economia da cidade, com 7,8 mil estabelecimentos do tipo. Entre os moradores que trabalham, um terço atua no comércio, e 23,1%, na área de serviços em geral e outras atividades.

O comércio recebeu investimentos do governo do DF. Nos últimos quatro anos foram aplicados mais de R$ 150 milhões em obras de infraestrutura, como asfalto, saneamento, água, luz, esgoto, iluminação, calçadas e meio-fios, principalmente no Setor Industrial e na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE).

O parque industrial tem 1,2 mil empresas – outras cem estão em fase de implantação –, sendo a maior parte constituída de fábricas de pré-moldados, alimentos e móveis, de acordo com a Federação das Indústrias de Brasília (Fibra).

A cidade possui hotéis de grandes redes nacionais, dois shoppings, um campus do Instituto de Ensino Superior de Brasília (Iesb) e um da Universidade de Brasília (UnB), com cinco cursos na área de saúde. Está prestes a ser concluída a DF-459, que permitirá o acesso à BR-060, via Goiânia-São Paulo, e ligará Ceilândia a Taguatinga e Samambaia. A cidade é cortada por cinco estações de metrô.

Casa do Cantador em Ceilândia (Foto: Wikipedia)

Ceilândia expressa suas raízes culturais por meio de festas tradicionais, movimentos e pontos tradicionais de cultura. As manifestações que ali se fixaram, desde a transferência da capital, se fazem presentes na rotina da cidade. Ao longo de sua história a cidade consolidou e expandiu celebrações regionais.

No Bloco Carnavalesco Menino de Ceilândia desfilam bonecos gigantes com pernas de pau ao som do frevo, resgatando a cultura pernambucana pelas ruas da cidade. A Escola de Samba Águia Imperial é a responsável por representar a região nos carnavais do DF. A cidade também conta com seu clube de futebol: a Sociedade Atlética Ceilandense, fundada em 1977.

O Ceilambódromo é a sede da Liga dos Blocos Tradicionais do DF. O megaespaço foi privilegiado este ano pelo governo com uma nova estrutura. O público conta com uma área de 80 mil m•, uma praça de alimentação, um palco para apresentações culturais, arquibancadas e amplo estacionamento.

A Região Administrativa possui o maior número de pontos de cultura fomentados pelo Ministério da Cultura: nove ao todo, e cada um desempenha um papel diferente em prol da comunidade, visando ao crescimento econômico e sociocultural local. Entre eles está o Projeto 7 Bandas, que desenvolve uma oficina de produção musical de bandas amadoras voltada para jovens e adolescentes. Da mesma forma, o Ponto de Cultura Atitude Jovem promove oficinas de dança e oferece um espaço para leitura. Por sua vez, a Casa Brasil ministra oficinas e cursos de audiovisual e fotografias.

A Casa do Cantador, inaugurada em novembro de 1986 e considerada o Palácio da Poesia e da Literatura de Cordel no Distrito Federal, transformou-se em palco de apresentações de grandes nomes da cultura nordestina. Além das apresentações de cantores de repente e embolada, há exposição de culinária nordestina, oficinas de música e trabalhos de inclusão digital. Sua biblioteca, batizada de Patativa do Assaré, dispõe de um grande acervo de literatura de cordel. A Casa do Cantador foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer – a única obra do arquiteto fora do Plano Piloto.

Ceilândia congrega um Centro Interescolar de Línguas; dois CAICs; 83 escolas públicas; um hospital regional; 12 centros de saúde; o 4º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM); uma Delegacia de Polícia Civil (24ª DP); um Batalhão da Polícia Militar (8ª BPM); 15 postos de segurança comunitária; um Centro Cultural, composto de uma biblioteca, um auditório e salas multiuso; um restaurante comunitário; um Parque Ecológico, Pontos de Encontro Comunitário; uma Vila Olímpica; um Tribunal Regional de Justiça; um Fórum; quatro cartórios; oito feiras permanentes e uma feira de artesanato.

A área urbana é de 29,10 km• e está subdividida nos seguintes setores: Ceilândia Centro, Ceilândia Sul, Ceilândia Norte, P Sul, P Norte, Setor O, Expansão do Setor O, QNQ, QNR, Setores de Indústria e de Materiais de Construção e parte do Incra (área rural da região administrativa), setor Privê e condomínios em fase de legalização, como o Pôr do Sol e o Sol Nascente. A Região Administrativa IX está situada a 26 quilômetros da capital

Administração Regional: 
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