Paranoá

Paranoá é a segunda maior área rural do DF

O Paranoá surgiu com a chegada dos primeiros trabalhadores para as obras da barragem do lago que leva o mesmo nome. Em 1957, a Vila Paranoá foi inaugurada para abrigar os operários. Mesmo após a capital federal ficar pronta, os pioneiros permaneceram no local porque era preciso concluir as obras da usina. Na época, o acampamento era composto por oitocentos barracos que abrigavam 3 mil moradores.

Juntaram-se ao primeiro acampamento várias vilas. Paranoá foi criada em 10 de dezembro de 1964, embora somente em 1989 os novos limites da sétima Região Administrativa do Distrito Federal tenham sido delimitados. Do Paranoá Velho restou a escadaria da Igreja São Geraldo, construída em 1957, a segunda igreja mais antiga do Distrito Federal, tombada pela Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico do Distrito Federal (DePHA). Em 2005 ela desabou.

Após a fixação do Paranoá, a área do antigo acampamento tornou-se um parque ecológico. Criado pela Lei nº 1.438, de 21, de maio de 1997, o Parque Vivencial do Paranoá possui uma reserva verde de 42 hectares. A intenção é preservar a vegetação constituída pela antiga vila. O Parque Vivencial é um marco histórico para a memória daquele núcleo pioneiro. Hoje conta com apoio do governo e os projetos foram realizados.

Paranoá (Foto: Augusto Areal)

Atualmente a cidade tem cerca de 95 mil habitantes. A principal atividade econômica é o comércio, com 1,3 mil estabelecimentos. A maior parte das lojas de roupas e calçados e dos bares está distribuída nos três quilômetros da Avenida Central, conhecida como Avenida Paranoá.

A área da cidade abrange 856 km•. A parte urbana é constituída pelas avenidas Comercial, Alta Tensão e Transversal. A zona rural é composta pelas colônias agrícolas Buriti Vermelho, Cariru, Capão Seco, Lamarão, São Bernardo, pelos núcleos rurais Jardim e Três Conquistas, pela agrovila Capão Seco, pelas áreas isoladas Quebrada dos Guimarães, Santo Antônio, Quebrada dos Neves e pelas comunidades rurais Boqueirão, Sobradinho dos Melos, Rajadinha, Café com Troco e Altiplano Leste. A produção agropecuária é diversificada: arroz, feijão, milho, soja, trigo, café, hortaliças e frutíferas, além dos rebanhos bovino, suíno e aves. O Paranoá tem a segunda maior área rural do DF.

O Instituto Artnoá é um importante ponto de cultura e tenta preservar as raízes nordestinas por meio da dança de quadrilha. Atração principal dos moradores locais e das regiões vizinhas, o Artnoá faz com que o Paranoá seja a Região Administrativa mais procurada no período de festas juninas. As apresentações são famosas, e as festas sempre ultrapassam o número esperado, e a cada ano a procura aumenta.

A Organização Cultural e Ambiental Tamnoá, que trabalha há 11 anos com a fabricação de tambores e instrumentos musicais, oficinas de maracatus, música e fotografia, propõe o resgate da cultura afro-brasileira com raízes em Pernambuco por meio do maracatu de baque virado, do samba de coco e da ciranda.

Os projetos culturais também têm lugares cativos nas paradas de ônibus. O projeto cultural de incentivo à leitura Varal Cultural disponibiliza várias obras para consulta. Resgatar e preservar as culturas brasileiras visando ao bem-estar social e ao retorno econômico é uma das marcas da cidade.

A estrutura urbana do Paranoá é composta de 32 escolas; um posto de saúde; um hospital regional; um restaurante comunitário; uma rodoviária; uma biblioteca pública; um Batalhão de Polícia Militar; uma Companhia Regional de Incêndio do Corpo de Bombeiros; uma Agência do Trabalhador; um Departamento de Trânsito (Detran); e as seguintes agências bancárias: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco, Itaú e Banco Regional de Brasília.

Administração Regional: 
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