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 Turismo de negócios e eventos | Anuário do DF

Turismo de negócios e eventos

“Compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social”, conceitua o Ministério do Turismo.

O turista de negócios e eventos, doméstico e internacional, apresenta algumas características específicas: escolaridade superior, poder aquisitivo elevado, exige praticidade, comodidades, atendimento e equipamentos de qualidade, representa organizações e empresas, realiza gastos elevados e tem permanência média de quatro dias (doméstico) e de oito dias (internacional).

Alguns fatores contribuem para o aumento do turismo de negócios, entre eles a globalização da economia, o desenvolvimento tecnológico e o acesso aos meios de transporte e de comunicação, bem como seu aprimoramento.

No Brasil, esse tipo de turismo vem apresentando números expressivos, resultado de crescentes investimentos em infraestrutura e equipamentos turísticos para promover a imagem do país. O Brasil vem se posicionando como um destino para efetivação de negócios e realização de eventos. Destacam-se as áreas de telecomunicações, biotecnologia, finanças e moda.

A movimentação turística desse segmento inclui atividades como visitas técnicas, reuniões, exposições comerciais, compra e venda de produtos e serviços e também encontros programados, como congressos, convenções, simpósios, mostras, exposições e feiras.

O Brasil já é o país latino-americano que recebe mais eventos, segundo a classificação da Associação Internacional de Congressos e Convenções. Foram realizados 293 eventos internacionais em 2010, quase quarenta a mais do que no ano anterior, o que deixa o país na quinta posição entre aqueles que aumentaram o número de eventos realizados. Foi o quarto ano consecutivo em que o Brasil, sétimo na lista, ficou entre os dez primeiros países do ranking, liderado pelos Estados Unidos. Nos últimos seis anos, o Brasil subiu 12 posições na classificação internacional.

Os turistas de eventos e negócios precisam dos mesmos serviços usados pelos turistas de lazer. No entanto, preocupam-se menos com o preço, uma vez que as despesas geralmente são arcadas pelas empresas. Eles também costumam ser mais atentos com a localização e o conforto dos serviços oferecidos.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Eventos, o segmento de turismo de eventos movimenta cerca de US$ 4 trilhões por ano no mundo. No Brasil, o setor envolve cerca de 80 milhões de participantes por ano em 300 mil eventos e 160 grandes feiras, o que movimenta 54 setores da economia.

No Distrito Federal, um dos principais segmentos turísticos é justamente o de negócios, responsável por quase 60% dos visitantes da capital do país. De acordo com dados do Centro de Excelência em Turismo (CET) da Universidade de Brasília (UnB), 45,14% dos turistas possuem compromissos de negócios, 13,54% vêm participar de convenções e apenas 6,7% escolhem a cidade como opção de lazer.

Brasília é uma das principais sedes de congressos, convenções, assembleias, simpósios, seminários, reuniões corporativas, workshops, conferências, lançamentos, feiras, festivais, shows, encontros culturais. A reinauguração do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em 2005, fez com que Brasília se integrasse à rota das cidades que recebem eventos de grande porte. O espaço possui capacidade para receber até 9 mil pessoas.

Para receber bem o turista de negócios e eventos, normalmente se verifica a instalação de grandesorganizadoraseainfraestrutura. Levam-se em conta hotéis sofisticados, grandes espaços para convenções, mão de obra qualificada, localização estratégica, rede de transporte terrestre e aéreo.

EVENTOS INTERNACIONAIS – Um fator que influencia positivamente e sinaliza para a expansão do mercado internacional do turismo no Brasil refere-se à realização de eventos internacionais. Nos últimos anos, o Brasil galgou posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), passando da 19ª posição em 2003 para a 7ª posição em 2009, quando foram realizados 293 eventos internacionais.

A cada ano um número maior de cidades brasileiras se insere no rol de sedes de eventos internacionais, indicando uma desconcentração na oferta de destinos qualificados para o turismo de negócios. Nos próximos anos o Brasil sediará importantes eventos de grande porte, com destaque para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.