Visite Brasília

Brasília é uma cidade monumento que proporciona para seus visitantes uma experiência turística significativa e de qualidade, além de um rico conhecimento sobre a história nacional.

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA CAPITAL DO PAÍS:

É UMA CIDADE LINEAR. Os urbanistas modernistas tinham a convicção de que a cidade deveria crescer de forma mais linear para melhor controle qualitativo do desenvolvimento dos espaços públicos e privados. A indústria automobilística estava próxima do seu auge, e esse tipo de estrutura urbana favorece o transporte automotivo(eu acho que é assim, não?). Com isso, evitavam-se vários problemas próprios de cidades concêntricas e liberais ou casuais.

A ESTRUTURA VIÁRIA – O projeto do Plano Piloto de Brasília desenvolveu-se sobre uma estrutura urbana definida por uma hierarquia rigorosa e completa. Lucio Costa a definiu como um sistema rodoviário, para deslocamentos rápidos. As demais vias, transversais em geral, definem-se por um sistema submetido às prioridades de cada setor.

A SETORIZAÇÃO – Sobre a estrutura ou sistema viário definiram-se as grandes áreas de uso preferencial ou exclusivo. Além das áreas monumental e residencial, distinguiram-se os setores específicos. No caso da área central, as especificidades visaram a garantir certa ordem, ou preferência, para assegurar espaços adequados às funções e às atividades que se sabiam serem essenciais à vida da cidade. Isso quer dizer que o Setor Comercial não precisa ser exclusivamente comercial, mas preferencialmente comercial, assim como os demais setores.

AS ESCALAS – As quatro escalas estão presentes em todas as áreas do Plano Piloto, existindo sempre o predomínio de uma delas, mas com as demais imbricadas. A manutenção do Plano Piloto de Brasília será assegurada pela preservação das características dessas escalas.

Perfil do turista de Brasília 

Para aumentar o potencial turístico de Brasília, é preciso conhecer o perfil daqueles que a visitam. A identificação das principais características, hábitos e comportamentos dos visitantes serve como ponto de partida para que as empresas inseridas nas atividades relacionadas ao turismo melhorem os bens e os serviços disponíveis àqueles que visitam a capital do país.

A radiografia mais recente do perfil do turista de Brasília foi publicada em 2010 no livro Impacto do turismo na economia do Distrito Federal. O estudo, feito pelos pesquisadores do Centro de Excelência em Turismo (CET), da Universidade de Brasília (UnB), analisou o grau de satisfação dos visitantes em relação à infraestrutura de apoio ao turismo na capital, aos principais atrativos da cidade e aos serviços e equipamentos turísticos.

Os pesquisadores tiveram como principais fontes 5.070 fichas de hospedagem, distribuídas em hotéis da cidade em 2007, e números do Sistema de Informações Hoteleiras de Turismo (Sihtur) coletados em 2008. A pesquisa representa o que há de mais atualizado e próximo da realidade, visto que não existe um banco de dados abastecido com frequência.

NEGÓCIOS & LAZER – Osturistasde Brasíliaforam divididos em dois grupos: os de negócios e os de lazer. Quase 60% dos que vêm à sede do governo federal e distrital têm na agenda compromissos de trabalho ou participação em congressos. Menos de 7% dos turistas visitam a cidade pensando em se divertir.

No entanto, os dois grupos apresentam algumas semelhanças de comportamento. Não interessa se a negócios ou a lazer, o turista geralmente chega a Brasília por avião (66,59% e 54,8%, respectivamente). Ônibus e carro são as outras opções de transporte mais comuns. O tempo de estada (de dois a três dias) e a quantidade de vezes que visita a cidade por ano (apenas uma) também são semelhantes nos dois grupos. O turista, na maior parte das vezes, viaja sozinho a Brasília. Mesmo estando de férias, a maioria viaja desacompanhada (28,4%). Os que vêm com familiares (24,3%), em casal (23,3%) e em excursão (13%) são em menor número. Dos que viajam a trabalho, quase 60% estão sozinhos na cidade. Outros 27,40% estão acompanhados de colegas da empresa.

Turistas de negócios (42,42%) e turistas de lazer (39,6%) gastam mais ou menos a mesma quantia diariamente na cidade – entre R$ 100 e R$ 300. Os que estão a passeio tendem a ser mais econômicos do que os turistas de negócios. Não chega a 5% o total dos que gastam mais de R$ 500 entre os que estão de férias, ao passo que no grupo dos que estão a serviço esse número sobe para 8,37%.

Ambos os tipos turistas recomendam Brasília a familiares e amigos, principalmente pela beleza arquitetônica e pela importância como sede do poder político. No grupo de lazer, o índice chega a 95%, enquanto entre os turistas de negócios é de 85%.

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS – As características do turista de negócios e do de lazer são bastante distintas, segundo a pesquisa do CET. Os primeiros vêm de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Eles geralmente possuem curso superior completo, grande número com pós-graduação, e são bastante exigentes e atentos quanto à qualidade dos serviços.

O turista de lazer tem curso superior completo e ganha, em média, de dois a dez salários mínimos. É também predominantemente casado e tem entre 31 e 45 anos. Diferentemente do turista de negócios, o turista de lazer trabalha em empresa privada e divide-se equilibradamente entre homens e mulheres. Os principais estados de origem são Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e o próprio DF (representado pelos moradores de outras regiões administrativas). Segundo os pesquisadores do CET, são necessárias estratégias de marketing para aumentar o número daqueles que vêm do Rio Grande do Sul, do Paraná e dos estados nordestinos, como Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco.

O turista de lazer é mais independente e, em sua maioria, não faz uso dos tradicionais canais de distribuição em turismo para a aquisição dos serviços. Ele mesmo planeja a viagem pela internet. Por sua vez, o turista de negócios conta com a empresa onde trabalha para organizar a viagem, incluindo os serviços de agências. Quando chega, ele se hospeda em hotel, enquanto que o de lazer prefere a casa de amigos e familiares.

Em férias, o turista de lazer recorre aos transportes públicos (ônibus e metrô) para se locomover na cidade. O turista de negócios prefere a comodidade do táxi. Nas horas vagas, o turista de negócios não tem interesse em atividades de entretenimento em Brasília, como cinemas, teatros, parques, museus ou exposições. A maioria cita como motivos para permanecer por um fim de semana em Brasília preços mais baixos, promoções e informações sobre o que há para fazer na cidade. Quando decide passear, a maior parte prefere ir à Catedral, aos shoppings centers e à Praça dos Três Poderes.

O turista de lazer também considera a Catedral Metropolitana como o principal atrativo da cidade. Em segundo lugar, ele dispensa as compras em shoppings para visitar a Torre de TV. A Praça dos Três Poderes aparece novamente na terceira posição para esse segmento. O turista em férias procura o city tour como a principal atividade, seguida de caminhadas e roteiros gastronômicos e culturais. Embora o turismo rural, o turismo religioso e as atividades náuticas sejam considerados potencialidades do Distrito Federal, segundo a pesquisa, essas opções são pouco procuradas pelo turista de lazer.

A maior parte dos turistas de negócios não pretende retornar à capital (58,4%) porque considera que a cidade não tem opções de lazer ou por achar os preços muito altos. No grupo dos turistas de lazer, a grande maioria (93,4%) quer voltar a visitar Brasília, seja pela beleza da cidade, seja pelas pessoas ou pela qualidade de vida.

SATISFAÇÃO – De modo geral, Brasília deixa uma boa impressão nos turistas de negócio e nos de lazer. No primeiro grupo, o índice dos que voltam para casa com uma ótima ou boa impressão da cidade é de 87,24%. Entre os que estão em férias, 85,17% tiveram a mesma impressão positiva. Não chegam a 2% os visitantes a passeio e a negócios que reprovaram a capital do país como ponto turístico.

Nas avaliações sobre a estrutura turística, os atrativos da capital do país receberam de seus visitantes boas notas, principalmente os relacionados ao patrimônio histórico e arquitetônico. Mas há reclamações quanto à falta de sinalização para se chegar aos pontos turísticos.

A maioria dos visitantes elogia a qualidade de atendimento de hotéis, pousadas e flats e reclama dos preços cobrados, principalmente os de transporte, mas também de alimentação e hospedagem, entre os que estão a negócio. Na infraestrutura da cidade, as melhores notas foram para a iluminação pública, enquanto a fluidez no trânsito foi reprovada pela maioria.

O que fazer e quando visitar o DF 

Existem muitos pontos turísticos em Brasília. Os mais visitados são a Catedral, a Torre de TV e a Praça dos Três Poderes, segundo informações do Centro de Excelência em Turismo (CET) da Universidade de Brasília (UnB). O maior potencial da capital é referente ao turismo de negócios e eventos.

QUANDO VISITAR?

A capital federal apresenta duas estações bem definidas: a seca, entre maio e setembro, e a úmida e chuvosa, durante outubro e abril. Seu clima é típico da savana tropical. No período de calor e chuvas apresenta temperaturas com máximas de 28 C a 32 e mínimas entre 20 C e 25 . A partir de abril a temperatura cai durante a noite, com média de 17,5 , e a partir de maio a temperatura fica em média 25°C. Nesse período, as chuvas cessam e a umidade do ar cai.

De maio a setembro geralmente não há mais chuvas. As temperaturas à noite e durante a madrugada variam de 10 C a 15 A umidade do ar cai e a temperatura varia muito, com muito frio pela manhã, calor à tarde e frio à noite.

Durante o período intenso de seca não há sinal de chuva, a umidade do ar chega aos níveis mais baixos, próximo a 10%. A partir de outubro, começa o período de chuvas e trovoadas, com altas temperaturas.

O período de estiagem é o mais difícil para visitantes e turistas devido altas temperaturas e ao clima seco. Mas é possível visitar Brasília durante o ano todo. Se optar pela época de seca, são necessários alguns cuidados, como usar protetor solar e creme hidratante na pele e nos lábios, beber bastante água, evitar a prática de esportes nos horários mais quentes do dia, fazer refeições leves com muitas frutas ricas em sais minerais para hidratação, colocar umidificador no quarto ou uma toalha molhada antes de dormir.

Curiosidade: 36 horas no Distrito Federal 

Fonte: Uol Viagem
Tradução: George El Khouri Andolfato

O principal jornal de Nova York, The New York Times, rendeu-se às maravilhas do Distrito Federal e enviou o jornalista Seth Kugel para listar uma série de atividades brasilienses para recomendar aos leitores.

O jornalista começou seu roteiro de 36 horas na tarde de uma sexta-feira e terminou na manhã de domingo, abrangendo atividades para agradar a todos os públicos. A dicas vão desde o café da manhã em estilo francês, nas entrequadras da cidade, até o jantar à moda nordestina, à beira do Lago Paranoá. A culinária, aliás, é um dos focos da diversidade cultural e dos sabores surpreendentes apontados por Seth. A matéria também destaca os bares e restaurantes da cidade como principais opções de diversão.

No turismo cívico o destaque foi para os prédios que circundam a Praça dos Três Poderes: o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Os jardins da Esplanada dos Ministérios renderam elogios à cidade.

Segue o roteiro “36 hours in Brasília” sugerido pelo repórter Seth Kugel, publicado no caderno Travel do jornal The New York Times: